quinta-feira, 14 de junho de 2012

BONS GANHOS COM IMÓVEIS



Com a redução da taxa básica de juros nos últimos meses e desaceleração do aumento do preço dos imóveis na capital paulista, o investidor que busca segurança para aplicar seus recursos financeiros pode encontrar no mercado imobiliário uma boa opção de rendimento em 2012 frente ao que é oferecido pelo mercado financeiro. Há imóveis com retorno financeiro garantido. E não é só quanto à valorização das unidades, mas de ganhos com locação, que podem se transformar em complemento de renda do proprietário.

Os imóveis com maior procura para locação da capital hoje são chamados de “pão quente” entre os profissionais do mercado imobiliário. “São os residenciais de um e dois dormitórios. Há grande demanda por locação, são imóveis com preço mais em conta para quem quer investir e trazem bom retorno”, conta a diretora comercial da J2M Assessoria Imobiliária, Juliana Moreira de Magalhães, que atua na região da Vila Olímpia, Itaim-Bibi e Moema.

Segundo a diretora da imobiliária, nos últimos meses os preços dos imóveis estacionaram e há um movimento de investidores diversificando o capital aplicado em imóveis. “Tenho muitos clientes jovens, que eram apenas investidores da Bolsa, mas resolveram também fazer esse tipo de investimento pelo bom retorno”, conta.
Ela acrescenta que apartamentos menores e de valor mais baixo têm apresentado melhor lucro ao investidor.

“Se o valor de aluguel é de até 1% do preço do imóvel, no caso das unidades mais baratas é mais fácil conseguir esse porcentual do que nas mais caras. Um apartamento de R$ 1 milhão dificilmente será alugado por R$ 10 mil mensais, mas um de R$ 300 mil pode ser alugado por R$ 3 mil por mês e sempre estará ocupado”, comenta Juliana.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana, quem investe em imóveis tem não só o retorno da valorização dos preços ao longo do tempo, mas também os ganhos de aluguel. “A renda fixa rendeu próximo a 10% no ano passado, sendo que 6% foi inflação. Já o imóvel valoriza pelo menos a inflação e ainda há o aluguel, que descontado os impostos, sobra de 6% a 7% do valor do imóvel ao ano. As melhores opções são unidades voltados para a classe média e localizados em centros urbanos”, afirma.

O coordenador do curso de pós-graduação de negócios imobiliários da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Ricardo Gonçalves, recomenda a quem quer começar a investir em imóveis pesquisar preços e buscar oportunidades nesse mercado. “É sempre bom consultar se o preço dos imóveis de interesse são factíveis. Faça uma pesquisa, veja quanto vale, se o preço está dentro do que o mercado pede e se haverá retorno. Tem que comparar com outras aplicação e ver a oportunidade de locação da unidade”, aconselha o professor.

Outra dica da diretora da J2M na hora de investir em um imóvel é ficar de olho no valor do condomínio e do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). “A oportunidade de alugar o imóvel está ligada ao valor do condomínio. Se for muito alto, o proprietário não vai conseguir um valor muito bom de aluguel ou pode até dificultar conseguir inquilinos”, comenta.

O pesquisador do Instituto Assaf, de análises econômicas, Fabiano Guasti Lima, também explica que investir em um imóvel é considerado um investimento de longo prazo que requer planejamento financeiro. A desvantagem dessa aplicação é a menor liquidez que um bem como esse tem no mercado, diferente da renda fixa ou de ações, em que o dinheiro pode ser resgatado a qualquer hora. E a vantagem é que o investimento pode ser visto como complemento de renda.

Fonte:
O Estado de S. Paulo

INVESTIR NO BRASIL

                                           PORQUE INVESTIR NO BRASIL 

O Brasil tornou-se numa das maiores economias do mundo, com um Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5 trilhões de euros e uma taxa de crescimento superior a 3%. Atualmente, qualquer segmento de negócio é uma boa aposta, mas o imobiliário e turismo estão entre os que apresentam maior potencial.


Os números estão à vista: o déficit habitacional é de 20 milhões de casas até 2020, o número de novos turistas brasileiros subiu para 40 milhões e o turismo internacional cresceu 70%. Mas há mais. No Brasil só existem quatro metros quadrados (m2) de centros comerciais por habitante, muito menos que os 187 m2 dos EUA ou que os 27 m2 de Portugal, e há apenas 11 milhões de m2 de escritórios, colocando o Brasil em 19º lugar na relação população/'stock'.


O potencial percebe-se facilmente mas, para se investir no Brasil, é preciso mais que indicadores econômicos e força de vontade. O Diário Econômico falou com especialistas na área, em Portugal e no Brasil, e selecionou uma lista com os principais passos a dar antes de dar o grande passo.


1. ANALISAR O MERCADO E A PROCURA


O primeiro passo é definir os mercados em que se pretende atuar e em que cidades. "Não adianta pegar nas soluções da Europa e dos EUA e aplicá-las ao Brasil. É preciso conhecer bem o mercado e o produto que tem de ser feito é aquele que o mercado procura", explica um dos consultores da Neoturis no Brasil, Nuno Constantino.

2. TRABALHAR COM UMA EMPRESA DE ADVOGADOS



Contratar um advogado deve ser a segunda prioridade. "O Brasil é um país burocrático e com uma burocracia pesada onde os processos podem demorar mais que em Portugal", comenta o advogado especialista em Direito Financeiro e Bancário e Mercado de Capitais da PLMJ, Duarte Schmit Lino. Além disso, acrescenta o advogado, é ainda preciso ter em conta que "o Brasil é um estado federal e que cada Estado tem as suas especificidades".

3. ESCOLHER UM PARCEIRO LOCAL PARA FACILITAR CRÉDITO



Entrar com um parceiro local é o melhor caminho, porque ele conhece a legislação e o mercado e, além disso, ajuda na obtenção de crédito. "O financiamento a estrangeiros não é muito fácil, por isso é melhor fazer parcerias com investidores brasileiros", alerta o presidente da CB Richard Ellis em Portugal, Pedro Seabra. Além disso, para o superintendente da Caixa Econômica Federal em São Paulo, Valter Nunes, trabalhar com uma empresa local é melhor, uma vez que já têm ‘rating'. "Não se trabalha com empresas que não tenham ‘rating'. Os bancos querem sempre saber quem são as pessoas, quais são as empresas e o que vão construir", disse no seminário internacional sobre o mercado imobiliário brasileiro, organizado pela Consultan este mês.

4. TER CAPITAIS PRÓPRIOS E INVESTIR EM REAIS



Exatamente porque o financiamento não é fácil para estrangeiros, Pedro Seabra aconselha a ter alguns capitais próprios e a conhecer bem as questões fiscais do país para depois não comprometer o repatriamento do dinheiro. É também preferível investir em reais - isto porque, segundo Duarte Schmidt Lino, apenas se pode retirar do Brasil, em moeda estrangeira, a mesma quantia que foi investida, sendo que o restante terá de ser em reais. Quer isto dizer que, se investir 50 milhões de euros e tiver lucros de 100 milhões de reais, pode retirar apenas 50 milhões de euros. O restante terá de ser em reais.


5. REGISTRO NO BANCO CENTRAL E NA RECEITA FEDERAL


O investidor estrangeiro tem de realizar três registros obrigatórios. O primeiro é no Banco Central, que é o que permite a entrada de dinheiro no Brasil. Neste caso, o investidor tem de dizer quanto e onde vai aplicar o capital. Depois tem de se registrar na Receita Federal para obter o número de contribuinte. Se for um investidor individual tem de solicitar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e se for uma empresa tem de pedir o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Por fim, é necessário registar-se na Junta Comercial do Estado da empresa ou onde se vai investir.


6. ESCOLHER UM REPRESENTANTE FISCAL


Se não for residente no Brasil é preciso ter um representante fiscal para solicitar o CPF ou o CNPJ e o mesmo se passa ao se tratar de uma empresa com maioria de capital estrangeiro. Um visto permanente só é concedido a quem quiser investir mais de 150 mil reais, mas não é obrigatório, avisa Duarte Schmidt Lino. Um investidor estrangeiro pode aplicar o seu dinheiro com um visto para turista (válido por 90 dias e renovável, uma única vez, por mais 90 dias).


7. EFETUAR REGISTOS CONFORME ATIVIDADE


Segundo João Honorato, advogado na firma brasileira Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, além dos três registros obrigatórios é ainda preciso inscrever-se numa série de organismos ou entidades. Por exemplo, os engenheiros e arquitetos têm de se registrar nas respectivas Ordens, as construtoras têm de se inscrever no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e as mediadoras e promotoras imobiliárias têm de se registrar no CRECI, uma espécie de INCI do Brasil.

8. ATESTAR A LEGALIDADE DOS IMÓVEIS



Se for um investidor interessado em comprar ativos imobiliários, tem primeiro de fazer uma auditoria legal aos imóveis para além daquilo que está registrado nas Conservatórias. Só assim sabe se o proprietário não tem dívidas ou penhoras que possam inviabilizar negócios.


Segmentos em que vale a pena apostar


Habitação


A economia brasileira tem evoluído graças ao crescimento da classe média e também porque, em 2004, facilitou-se o acesso ao crédito através da redução das taxas de juro e do aumento dos prazos dos empréstimos de 15 para 30 anos. Medidas que tornam mais fácil a compra de casa e que atraem investidores. Há complexos de 80 frações que se vendem em 24 horas ou empreendimentos que vendem as casas todas num fim de semana. Contudo, isto não quer dizer que todos os projetos se vendam. "Também há projetos de 70 unidades que demoram dois anos a vender. É preciso construir o que o mercado procura", refere Nuno Constantino, consultor da Neoturis no Brasil. À facilidade de compra junta-se a necessidade de habitação do Brasil que, até 2020, se estima que seja de 20 milhões de casas. A isto junta-se o programa "Minha Casa Minha Vida", que prevê a construção de dois milhões de casas para famílias com rendimentos mais baixos. Existe uma preocupação com a bolha imobiliária, mas o presidente do Banif no Brasil, Júlio Rodrigues garante que não há motivo para alarme. "No Brasil não se financia mais do que 70 ou 80% do valor do imóvel e há uma procura real. A crise está na especulação", disse num seminário sobre a economia brasileira organizado pela Consultan.


Turismo e Varejo


O turismo brasileiro cresceu 130% em três anos. Hoje, os brasileiros fazem mais turismo nacional e há também cada vez mais estrangeiros a escolherem o Brasil para as suas férias, como por exemplo, os argentinos e os europeus. De acordo com o World Travel Tourism Council, estima-se que o crescimento deste mercado seja de 5,3% ao ano, o que revela um enorme potencial de negócio. Contudo, há segmentos melhores que outros. "Há muita procura por hotéis de cidade em São Paulo, nas grandes cidades e até nas cidades secundárias dos grandes Estados. Há também grande interesse em construir empreendimentos de segunda habitação para brasileiros da classe média e alta, mas é preciso ter em conta que os projetos requerem pareceres de uma série de entidades, incluindo ambientais, pelo que uma aprovação pode demorar cerca de dois anos para um projeto turístico. O varejo é outro mercado com grande potencial. Em Portugal - país com uma população de dez milhões --há 27 m2 de área comercial por habitante, e no Brasil - com mais de 190 milhões de pessoas - há apenas 4 m2 de ‘shoppings' por habitante. Além disso, afirma o responsável da Brazilian Desk da CBRE no Brasil, Miguel Palmeiro, é também preciso apostar em ‘retail parks' e ‘outlets', um "conceito que está agora a chegar ao Brasil".


Escritórios e logística


O mercado de escritórios também está em franco crescimento no Brasil, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. "A expansão econômica leva a que as pessoas e empresas precisam de mais e melhores espaços", comenta Miguel Palmeiro. Contudo, a falta de oferta leva a que os valores de renda sejam muito elevados - por exemplo, 64 euros/m2 numa zona ‘prime' de São Paulo ou 77 euros/m2 no Rio. Aqui, a causa para estes valores está também relacionada coma geografia da cidade. "As possibilidade de expansão são menores e por isso há menos oferta", explica. É por isso importante avançar com novos projetos e, segundo Maria Cecilia Quirino, advogada na firma brasileira Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados, uma aprovação para um prédio em São Paulo pode durar um ano. Neste momento, conta, o único senão é que, se quiser construir um edifício em altura e fazer um heliporto, não vai poder operá-lo porque "como havia helicópteros a mais em São Paulo, deixaram de entregar licenças". Também por causa da melhoria da economia e das trocas comerciais surgem boas oportunidades no sector da logística. De acordo com Miguel Palmeiro, há muitas empresas a querer instalar fábricas no Brasil, nomeadamente a Suzuki, cuja primeira fábrica fora do Japão vai ser no Brasil.

Fonte: Economico Portugal
          

SÍMBOLO DO CORRETOR DE IMÓVEIS

PORQUE O COLIBRI É O SÍMBOLO DO CORRETOR DE IMÓVEIS




Qual a semelhança entre o corretor imobiliário e o colibri? Você já parou para pensar a respeito? A comparação entre o profissional do ramo imobiliário e o colibri é precisa, na visão do corretor de imóveis, Rodrigo Barreto. “Faz-nos refletir o compromisso e difícil luta diária para absorver, através do serviço prestado ao cliente, o necessário para a nossa sobrevivência. Em compensação, percebemos a valiosa contribuição que proporcionamos às famílias, a oportunidade de realizar sonhos e conquistar um dos produtos de maior desejo de consumo e investimento”, comenta o especialista em seu blog.


O colibri – símbolo do profissional do ramo imobiliário – foi aprovado em 1981 pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) pela semelhança ao profissional. Ser corretor de imóveis é intermediar entre duas fases de um processo de comercialização de um produto, que abriga e proporciona maior conforto aos seus habitantes. “O colibri também é um intermediador na natureza. A semelhança com o corretor de imóveis ocorre ainda pelo fato desse pássaro voar em torno de cada flor, extraindo somente o essencial”, afirma Barreto.

De imóvel em imóvel, de residência em residência, todos os dias, e às vezes, aos finais de semana, o corretor busca sua subsistência, almejando concretizar negócios que, normalmente e com incansável esforço, frutifica em êxito, semeando novos lares e novas oportunidades. Como o colibri colabora para o ciclo da natureza, o corretor de imóveis contribui para o desenvolvimento da sociedade.

Fonte Redimob

QUANDO A OBRA PARA

   Comprador pode cancelar contrato e ser ressarcido quando obra para


SÃO PAULO - Quando há paralisação em obras imobiliárias, o comprador pode pedir o cancelamento do contrato e os valores pagos de volta, atualizados. Além disso, ele ainda pode entrar na Justiça com pedido de danos.

Para evitar transtornos, é necessário alguns cuidados antes de contratar um empreedimento imobiliário.

De acordo com o Procon-SP, o consumidor tem de verificar, na publicidade da obra, o número do projeto e do engenheiro responsável. É importante também saber quais são os profissionais responsáveis pelo empreendimento e ainda solicitar informações sobre eles no Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia).

O comprador também tem de verificar o registro do imóvel, se a autorização da obra está averbada e se o projeto de incorporação foi aprovado pela prefeitura e registrado no Cartório de Registro de Imóveis competente, além de observar se o que consta nos prospectos e anúncios condiz com a planta aprovada pela prefeitura e com o memorial descritivo da edificação, registrados no Cartório Imobiliário.

O Procon também alerta para que o consumidor guarde todo o material de publicidade, como folhetos, prospectos, anúncios de jornais, entre outros.

ContratosAinda de acordo com o Procon, antes de assinar o contrato de qualquer tipo de imóvel, o comprador deve lê-lo atentamente. Se houver alguma dúvida, deve solicitar esclarecimento ao vendedor ou procurar um advogado especializado. Quando assinar o documento, deve verificar ainda se as cláusulas são as mesmas da propostas; os espaços em branco devem ser riscados.

O contrato deve conter os dados do incorporador e do vendedor, valor total do imóvel, forma de pagamento, índice de correção aplicado durante e depois da contrução e a periodicidade de reajuste, local de pagamento, multa por atraso - que não pode ultrapassar 2%, valor do sinal antecipado, indicação da unidade privativa e garagem adquiridas - locação, metragem total, área privativa, entre outros dados -, bem como as demais condições prometidas pelo vendedor.

No caso de imóveis na planta, alerta o Procon, o contrato deve informar, além dos itens citados acima, o prazo para início e entrega da obra. A multa por atraso na entrega também tem de estar incluída nas cláusulas, na mesma proporção aplicada à mora do consumidor. O Memorial Descritivo tem de estar anexado ao contrato e rubricado pelo consumidor, informando tudo o que o imóvel apresentará depois de pronto, inclusive o acabamento.

A construtora ou incorporadora não pode inserir no contrato cláusula estipulando prazo de prorrogação para a entrega de imóvel, que varia entre 120 e 180 dias. O Procon recomenda que o comprador não aceite essa condição, pois é considerada prática abusiva. Deve ser observado também se há prazo de carência - período em que a empresa pode desistir do empreendimento, bem como a época e a forma de cessão de direitos ou transferência de contrato.

Por: Jéssica Consulim Roccella

COMPRA DE ÁREA POR ESTRANGEIRO

                       Comissão muda regra de compra de terra por estrangeiro

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o relatório da subcomissão criada no ano passado para analisar e propor medidas sobre a compra de terras por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro. O relatório propõe o fim às restrições ao tamanho dos imóveis rurais para aquisição e arrendamento.

A norma hoje em vigor leva em conta um parecer de agosto de 2010 da Advocacia Geral da União (AGU) sobre a Lei nº 5.709/71. O parecer limita as compras e arrendamentos a 50 módulos para pessoas físicas e a 100 módulos para empresas estrangeiras, mediante aprovação prévia do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O relatório aprovado nesta quarta-feira libera as compras por parte de companhias de capital aberto com ações negociadas em bolsa de valores no Brasil ou no exterior, mas exclui organizações não-governamentais, empresas e fundos soberanos estrangeiros.

A próxima etapa depende de decisão do presidente da Câmara dos Deputados, pois o relatório pode ser encaminhado direto para votação pelo plenário ou antes passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 11 de junho de 2012

LAVAGEM DE DINHEIRO

Projeto torna mais rigorosa Lei de Lavagem de Dinheiro

Arquivo CRECISP
À esq., Antonio Gustavo Rodrigues (pres. COAF), com Viana, durante palestra no CRECISP
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o projeto de lei 209/2003 que fecha ainda mais o cerco à lavagem de dinheiro no País. A intenção é ampliar o número de pessoas e entidades obrigadas a informar ao COAF Conselho de Controle de Atividades Financeiras sobre proposta ou realização de transações suspeitas, que ultrapassem o limite de R$ 100 mil.
No que diz respeito ao segmento imobiliário, o PL prevê incluir no rol dos que devem comunicar o COAF sobre essas operações consideradas ilícitas, pessoas físicas que exerçam atividades de promoção, compra ou venda de imóveis, comercialização ou intermediação de bens rurais de alto valor, além de prestadores de serviço de assessoria, consultoria ou auditoria em operações de compra e venda de imóveis ou de participações societárias e gestores de fundos.
Pela Resolução do COAF, atualmente apenas as pessoas jurídicas estão obrigadas a comunicar as transações suspeitas e manter o cadastro atualizado de seus clientes.
Com a aprovação do Projeto, a multa também ficará mais alta para quem descumprir a lei, passando dos atuais R$ 20 mil para R$ 20 milhões, levando os envolvidos a serem investigados por ocultação de valores de origem ilícita.
De acordo com o relatório das comunicações recebidas pelo COAF sobre transações suspeitas em diversos segmentos, somente em 2011, foram 3.768 informações vindas do setor de compra e venda de imóveis, o maior resultado desde 2002.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

EMPRESAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL REBAIXADAS

JP Morgan corta recomendação para as ações de Gafisa, PDG e MRV

SÃO PAULO - Acreditando que ainda é cedo demais para ser otimista com o setor de construção civil, o JP Morgan rebaixou as recomendações de três imobiliárias brasileiras: Gafisa (GFSA3), PDG (PDGR3) e MRV (MRVE3). A instituição ressalta ainda a preferência por ativos do segmento de shopping em relação ao imobiliário.

Os analistas Adrian Huerta e Marcelo Motta reclassificaram os papéis MRVE3 e PDGR3 de overweight (desempenho acima da média do mercado) para neutro, enquanto rebaixou os papéis GFSA3 de neutro para underweight (desempenho abaixo da média do mercado). Para os analistas, as companhias precisam mostrar que têm capacidade para gerir o seu modelo de negócios e que podem gerar caixa. Caso elas não consigam, o JP revela que pode reduzir novamente os ativos.

Segundo os analistas, as companhias do setor de construção civil não foram capazes de gerar caixa nos últimos anos apesar do crescimento na receita bruta. Entretanto, em um ambiente mais positivo para o mercado brasileiro, as construtoras devem ter uma boa performance.

Caso um cenário de aceleração nas vendas se concretize nos próximos trimestres, as consequências serão uma alta maior do que a esperada nas receitas e nos lucros, levando a uma maior geração de caixa. "Entretanto, nós ainda vemos que há pouca visibilidade na habilidade das companhias em converter ganhos na geração de caixa já que as companhias terão que investir mais nos próximos anos.

Resultados ruins e baixa geração de caixa
Os analistas apontam o corte de recomendação da MRV devido aos fracos resultados observados recentemente, com a companhia apresentando pela primeira vez dois trimestres seguidos com margens abaixo das expectativas. Entretanto, Huerta e Motta mantêm a companhia como uma das preferidas do setor.

Já a PDG tem pouca visibilidade de ganhos, apontam os analistas, devido aos resultados fracos, além de surpresas negativas nos últimos trimestres. "Além disso, a PDG é a companhia com o maior risco de baixa nas estimativas, com a revisão dos ganhos para R$ 481 milhões, 46% abaixo da estimativa consensual dos analistas", apontam Huerta e Motta.

O corte de recomendação das ações da Gafisa, por sua vez, foi motivado pelo pagamento dos 20% de participação da Alphaville, esperado para os próximos meses, mantendo-se como um dos principais motivos para a desvalorização dos ativos da companhia. Os analistas avaliam que, mesmo com a maior participação dos acionistas minoritários, o corte foi motivado pelos piores resultados e pela queda nas margens.

Veja a recomendação do JP Morgan para as imobiliárias:



Imobiliárias tem sessão de forte queda

A visão negativa para o setor imobiliário também foi percebida pelos mercados. Liderando as quedas no Ibovespa na sessão dessa terça-feira (29), esteve os papéis PDGR3, que caíram 11,38% no pregão, cotada aos R$ 3,35. Outras ações do mercado de construção civil tiveram fortes perdas na sessão, como a Brookfield (BISA3, R$ 3,74, -7,20%), Gafisa (R$ 2,66,-6,34%), Rossi (R$ 5,62, -5,55%), MRV (R$ 9,35, -4,20%) e Cyrela (R$ 14,66, -3,62%).

Por: Lara Rizério