segunda-feira, 4 de junho de 2012

VELOCIDADE INCRÍVEL PARA LEVANTAR ARRANHA-CÉU

sexta-feira, 18 de maio de 2012


Chineses constroem prédio de três andares em nove dias

Época Negócios -

COMPANHIA AGORA QUER LEVANTAR ARRANHA-CÉU DE 220 ANDARES EM QUATRO MESES


Uma empresa chinesa conseguiu criar um método “fast-food” de construir prédios. A técnica permitiu finalizar a construção de um prédio de três andares em apenas nove dias, na província chinesa de Hunan, de acordo com reportagem da Reuters. Pelos métodos tradicionais, a obra poderia demorar até um ano para ser concluída.

Em dezembro de 2011, a Broad Sustainable Building já havia erguido 30 andares de um hotel na mesma cidade em apenas 15 dias.

Depois desses feitos, a companhia chinesa agora quer construir um arranha-céu de 220 andares, potencialmente o maior do mundo, em apenas quatro meses.



De acordo com Xiao Changgeng, diretor da companhia, o processo é extremamente simples e não exige muita experiência dos trabalhadores. É quase como um “Lego”, em que peças pré-fabricadas precisam ser encaixadas em seus devidos lugares. Isso quer dizer que mais de 90% do trabalho já está feito antes de os trabalhadores colocarem a mão na massa. A companhia também utiliza materiais sustentáveis, como blocos de concreto de baixo carbono.
Prédio China (Foto: Internet / Reprodução)

domingo, 3 de junho de 2012

Fundos Imobiliários

     FUNDOS DE INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIO

QUE SÃO?
VANTAGENS   |   LEGISLAÇÃO E TRIBUTAÇÃO
 Os Fundos Imobiliários, à semelhança dos fundos de ações, renda fixa, derivativos, etc., são regulados, fiscalizados e têm seu funcionamento autorizado pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários, por se tratar de captação de recursos do público para investimento. A quota de um fundo imobiliário é valor mobiliário, conforme estabelece o artigo 3º da Lei 8.668/93. Aliás, um fundo imobiliário é bastante semelhante a uma empresa de capital aberto, com seus acionistas, aumentos de capital, assembleias, distribuições de resultado, etc.
                        Os Fundos Imobiliários são formados por grupos de investidores com o objetivo de aplicar recursos, solidariamente, em todo o tipo de negócios de base imobiliária, seja no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou em imóveis prontos. Do patrimônio de um fundo podem participar um ou mais imóveis, parte de imóveis, direitos a eles relativos, etc. Com a regulamentação introduzida pela Instrução CVM nº 472, que vigora desde 03/12/2008, estes fundos podem investir em vários títulos e valores mobiliários que tenham como foco e/ou lastro principal o mercado imobiliário. O artigo 45 desta Instrução define os ativos em que os FII’s podem investir:
            ”Art. 45. A participação do fundo em empreendimentos imobiliários poderá se dar por meio da aquisição dos seguintes ativos:
I – quaisquer direitos reais sobre bens imóveis;
II – desde que a emissão ou negociação tenha sido objeto de registro ou de autorização pela CVM, ações, debêntures, bônus de subscrição, seus cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramentos, certificados de depósito de valores mobiliários, cédulas de debêntures, cotas de fundos de investimento, notas promissórias, e quaisquer outros valores mobiliários, desde que se trate de emissores cujas atividades preponderantes sejam permitidas aos FII;
III – ações ou cotas de sociedades cujo único propósito se enquadre entre as atividades permitidas aos FII;
IV – cotas de fundos de investimento em participações (FIP) que tenham como política de investimento, exclusivamente, atividades permitidas aos FII ou de fundos de investimento em ações que sejam setoriais e que invistam exclusivamente em construção civil ou no mercado imobiliário;
V – certificados de potencial adicional de construção emitidos com base na Instrução CVM nº 401, de 29 de dezembro de 2003;
VI – cotas de outros FII;
VII – certificados de recebíveis imobiliários e cotas de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDC) que tenham como política de investimento, exclusivamente, atividades permitidas aos FII e desde que sua emissão ou negociação tenha sido registrada na CVM;
VIII – letras hipotecárias; e
IX – letras de crédito imobiliário ....“
 Atualmente já estão em funcionamento mais de 90 fundos imobiliários no Brasil, com patrimônio total em torno de 6 bilhões de reais. Veja aqui a relação de fundos em atividade.
O modelo de FII adotado no Brasil possui as seguintes características:
- Pode ser constituído de bens e direitos imobiliários, além dos outros ativos citados no artigo 45 da Instrução CVM nº 472, que podem ser utilizados para integralização;
- É, obrigatoriamente, administrado por instituição financeira;
- Não tem personalidade jurídica própria. A instituição financeira que o administra "empresta" sua personalidade jurídica ao fundo, tornando-se proprietária fiduciária dos bens integrantes do patrimônio, os quais não se comunicam com o patrimônio da instituição;
- O fundo pode manter parte de seu patrimônio em caixa, tendo em vista sua necessidade de liquidez. O saldo em caixa deve ser aplicado em ativos de renda fixa;
- Para os casos de fundos destinados a construir imóveis, as integralizações podem ser parceladas em séries. Os fundos podem, também, efetuar aumento de capital mediante a emissão de novas quotas;
- É um fundo fechado, ou seja, não permite resgate das quotas. O retorno do capital investido se dá através da distribuição de resultados, da venda das quotas ou, quando for o caso, na dissolução do fundo com a venda dos seus ativos e distribuição proporcional do patrimônio aos quotistas.

PARA ONDE CAMINHA O MERCADO IMOBILIÁRIO

As novas oportunidades para o corretor de imóveis
O mercado imobiliário passa por um bom momento de venda de imóveis em lançamentos e de imóveis usados, causados por uma conjugação favorável de fatores. O crédito imobiliário está acessível. Em nenhum outro período da história, as pessoas de baixa renda estiveram com tão boas condições de financiamento imobiliário como atualmente. Diante do aumento da procura, os lançamentos estão oferecendo itens de lazer e diferenciais que antes só eram entregues em prédios de classe médio-alta. Para quem tem dificuldades em adquirir um imóvel na planta, por causa de ter que conciliar as parcelas com o aluguel, os imóveis de revenda aparecem como uma opção interessante de compra.
Com o mercado imobiliário em alta, a concorrência torna-se cada vez mais acirrada. Embora os preços ainda se mantenham em elevação e os profissionais fechando negócios, percebe-se certa cautela por parte dos clientes compradores. Os interessados em adquirir casas ou apartamentos têm demonstrado mais tempo para formalizar as transações. Eles estão estudando melhor as possibilidades de financiamento, pesquisando preços. A cautela pode ser explicada pela volta da inflação e a consequente redução do poder de compra das famílias.
Conhecimento e experiência do corretor de imóveis passam a ter valor
Os corretores de imóveis em épocas passadas, na sua grande maioria, foram profissionais que empreenderam o seu negócio de forma intuitiva e calcado no seu toque pessoal. Por meio de iniciativas próprias, formados na “escola da vida”, entre acertos e erros, conseguiram marcar a sua presença no mercado imobiliário, enquanto que outros não obtiveram o mesmo sucesso. As mudanças que ocorriam no mercado não eram tão rápidas e nem tão marcantes. De certa forma, as empresas trabalhavam com todos os tipos de imóveis e em todos os bairros da cidade, nas atividades de compra, venda e locações. O espírito que prevalecia era de concorrência direta com outras empresas que atuavam na mesma cidade ou localidade.
Com o advento da internet, aliadas à graduação superior que muitos profissionais possuem alguns com cursos de empreendedorismo e com a expansão e diversificação do mercado imobiliário, novas práticas e especializações começam a surgir na área imobiliária. Para se habilitar a participar desta nova “onda” de oportunidades de trabalho, o critério que prevalece é o conhecimento e experiência do corretor de imóveis. Hoje, há empresas da área imobiliária, que estão à procura de profissionais que possam orientá-las na formulação de alianças estratégicas entre empresas imobiliárias. Outras precisam de apoio e orientação para tornar uma pequena imobiliária em uma rede de franquias; de corretores de imóveis especialistas em fusão de empresas da área imobiliária; de corretores de imóveis para gerir rede de imóveis; de corretores de imóveis com conhecimento de fundos de investimentos imobiliários; de corretores de imóveis com a especialização de elaborar o Sumário do Imóvel à Venda; além da busca tradicional de profissionais competentes e habilidosos para gerir empresas de corretagem de imóveis; empresas de loteamento; imobiliárias, entre outras.
Em grandes centros, as imobiliárias, as empresas de corretagem de imóveis e os corretores de imóveis autônomos devem saber se posicionar e encontrar uma ou mais áreas de especialização. Estas áreas de especialização podem ser determinadas pelos seguintes critérios:

• Funcional – Atua de forma convencional e comercializa todos os tipos de imóveis.
• Por área geográfica – Atua em diferentes bairros ou regiões. Facilita o conhecimento do bairro e o atendimento às especificidades do local.
• Por produtos – Atua com determinados tipos de produtos. Torna possível maior proximidade à clientela, o que facilita o conhecimento e domínio dos produtos similares que a concorrência oferece.
• Por clientes – Atua junto a diferentes tipos de clientes em função dos perfis e das necessidades deles.
• Por valor – Atua em função da variação do valor e dos tipos de clientes atendidos.
• Misto – Atua combinando mais de uma forma de segmentação.
A empresa ou o corretor de imóveis que escolher atuar como especialista é um profissional que se ocupa exclusivamente de um segmento específico do mercado. Estratégia recomendada para aqueles que desejam ser o “melhor no mercado”,  iniciativa que os ajuda a se diferenciarem e a se destacarem no mercado.
Exs.: Especialista em apartamentos de 4 dormitórios (Por produto).
Especialista em apartamentos de 4 dormitórios, no bairro GONZAGA (Misto – combina a especialização Por produto e Por área geográfica).
A importância do treinamento – Uma experiência de sucesso
A Arnel  Imóveis, uma imobiliária de médio porte, localizada na cidade de Passo Fundo (RS), a partir de um planejamento estratégico, pôs em execução um programa de treinamento. Com mais de 60 horas/aula, as atividades de aprimoramento profissional foram dirigidas a oito corretores de imóveis e oito profissionais que atuam na área de locação. O treinamento ministrado seguiu uma metodologia exclusiva, baseada nas “fases do processo da venda de imóveis”: Abordagem – Entrevista – Apresentação/Demonstração – Objeção – Fechamento.  Com a preocupação de mudar as práticas pouco apropriadas para a venda de imóveis e já incorporadas no estilo de vendas dos participantes, introduziu-se uma série de recursos didáticos de apoio, que visavam à fixação dos temas abordados. Assim, combinado com as aulas expositivas, houve discussão de casos, simulações práticas de abordagem, de entrevista, de argumentação de vendas e, por último, simulações de venda. As atividades de simulação foram gravadas em vídeo. Ao final de cada atividade, eram debatidos com o grande grupo os pontos fortes e pontos fracos identificados. Todas as atividades foram apoiadas por textos explicativos e por recursos didáticos tipo “reforço de aprendizagem” como o Passatempo do Corretor de Imóveis e o Jogo Memória Imobiliária.  O esforço empreendido no treinamento foi aplicado durante a realização do Feirão da Casa Própria em Passo Fundo, nos dias 14 e 15 de maio do corrente ano. Nos dois dias de realização do Feirão, 31 empresas construtoras e imobiliárias ofertaram mais de 1200 imóveis, nas modalidades: novo, usado e na planta.  No balanço final da Feira, a Arnel Imóveis, que comercializou dois empreendimentos com exclusividade, fechou a venda de 9 unidades do empreendimento Residencial Itália I e de 45 unidades do empreendimento Bela Vista, além de outros negócios concretizados, após o evento.

É preciso treinar e investir na capacitação profissional
Hoje, não prevalecem mais os mitos existentes de que: a) os corretores de imóveis já nascem feitos; b) os corretores de imóveis devem ser bons de conversa; c) vender imóveis é uma questão de conhecer os truques certos.
Mesmo quando o que está à venda é um imóvel novo ou imóvel usado, são os serviços que induzem a decisão de compra.
Portanto, para a venda de imóveis novos ou usados, os dirigentes das empresas do ramo imobiliário precisam dar uma atenção especial: a) à seleção, b) ao treinamento e,  c) à motivação dos corretores de imóveis.  Para vender imóveis em um mercado em alta concorrência é imprescindível a participação de corretores de imóveis com atitude, habilidade e conhecimento.  Na atual circunstância do mercado imobiliário, os corretores de imóveis precisam colocar em prática os princípios da excelência na prestação de serviços – vantagem competitiva.  Os profissionais que ocupam a “linha de frente” e que são a “fonte de lucro” precisam ser mais qualificados para poderem vender mais e melhor.
* SYLVIO LINDENBERG – Atua no mercado imobiliário, há mais de 25 anos como corretor de Imóveis e consultor de empresas do Ramo Imobiliário. Ministra cursos in company, planeja e realiza convenções de vendas, prepara corretores de imóveis para a comercialização de imóveis em lançamentos (novos) e/ou avulsos (usados ou seminovos) e realiza trabalhos de coaching. Escreve artigos para diversas revistas: Venda Mais, Diário das Leis e sites. Autor dos livros: Venda de Imóveis: Um Ato de Negociação. Porto Alegre: Editora Sagra, 1990, Guia Prático do Corretor de Imóveis: Fundamentos e Técnicas. São Paulo: Editora Atlas, 2006 – 8ª tiragem, www.editoraatlas.com.br, Negociação e Processo Decisório. Curitiba: IESDE, 2007, livros que tratam especificamente sobre venda de imóveis, assunto de escassa bibliografia no Brasil.

sábado, 2 de junho de 2012

RAZÕES PARA CONTRATAR UM CORRETOR DE IMÓVEIS

Sete Motivos para contratar um corretor de imóveis
O corretor de imóveis é o responsável por avaliar corretamente o seu imóvel e dar todas as informações necessárias e importantes aos interessados em adquiri-lo, ou seja, é ele quem faz a propaganda e os contatos necessários para que o seu imóvel seja vendido. Veja abaixo alguns motivos para contratar um corretor de imóveis:
1 – Avaliação do imóvel
Como dissemos acima é o corretor o responsável por fazer a avaliação do imóvel e além de fazer essa avaliação ele elabora um laudo que informa e justifica o valor atribuído ao bem. Com todos os detalhes da avaliação o corretor também elabora um plano de atendimento aos clientes capaz de informar todos os detalhes que esse questionar, pois apesar de o proprietário saber todas essas informações nem sempre tem o tempo de sobra para atender todos os interessados e repetir quantas vezes for necessário as mesmas informações, é aí que entra o corretor que tem todo o tempo disponível para dar a atenção solicitada ao comprador.
2 – Disponibilidade de tempo
Como a maioria das pessoas trabalha fica difícil muitas vezes para que o proprietário possa dar atenção a qualquer hora do dia aos interessados pelo imóvel. É difícil parar para poder atender um possível comprador, para fazer esse papel o corretor está disponível, ele atende os possíveis compradores a qualquer hora do dia, qualquer dia da semana e essa disposição dura o tempo que for necessário até que o seu imóvel seja vendido.
3 – Divulgação do imóvel
Todos sabem que a propaganda é a “alma do negócio” e o corretor se encarrega justamente de anunciar a venda do seu bem nos diversos tipos de mídia, assim as chances de vender o seu imóvel aumentam e o tempo de espera pela concretização do negócio diminui. Além dos meios de comunicação o corretor também é o responsável por colocar faixas no local, o que também é um excelente meio de divulgação.
4 – Visitas ao imóvel
O corretor visitará o local acompanhando clientes quantas vezes forem necessárias e muitas vezes até transportando os interessados e você não pagará nada a mais por esse serviço, tudo sairá por conta dele, e enquanto isso você pode se dedicar ao seu trabalho ou seus afazeres sem nenhuma preocupação.
5 – Documentação
O seu corretor de imóveis é o encarregado de mostrar toda a documentação quando a negociação estiver mais avançada, ele poderá dar a atenção necessária nessa hora explicando sobre cada documento e tirando todas as dúvidas dos compradores. Nesse momento é dada uma atenção toda especial ao comprador a fim de passar toda a segurança a ele a respeito do imóvel que pretende adquirir, o corretor é totalmente preparado para isso, pois a negociação depende muito dessa etapa.
6 – Concretização da negociação
Depois que o negócio é fechado existe muito trabalho pela frente e o corretor se encarrega de realizá-lo. As partes devem ser consultadas e a documentação providenciada junto aos órgãos competentes a fim de legalizar o negócio. Como o corretor já tem experiência nesse trabalho todo o processo acontece com mais rapidez e segurança e você não perde tempo nem passa por aborrecimentos.

7 – Pagamento seguro
O corretor dará toda a segurança necessária ao vendedor em relação ao pagamento. Ao lidarmos com grandes valores é necessário ter muito cuidado e nada como alguém experiente ao nosso lado para evitar golpes e grandes prejuízos.
Agora que você já sabe algumas das vantagens de contratar um corretor, procure um profissional de sua confiança e tenha mais segurança e comodidade na hora de vender o seu imóvel.

Fonte: Imóveis Patos de Minas

Monitoramento do mercado Imobiliário pelo Banco Central

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou resolução que aperfeiçoa os mecanismos de monitoramento do mercado imobiliário. A decisão exige que o registro de garantias de negociações com imóveis e veículos objetos de operação de crédito passem a ser registradas em sistemas certificados pelo Banco Central (BC). Tal medida dará continuidade à ampliação de crédito sem riscos de distorções e estenderá também a capacidade de monitoramento.

Os sistemas de registro devem ter âmbito nacional e possibilitar a consulta unificada de informações, com objetivo de evitar fraudes e gerar confiança quanto à eficiência do sistema financeiro. Considerando a necessidade de adequação de sistemas e da adoção de providências para viabilizar os registros, o BC fica autorizado a estabelecer cronograma para a implementação dos registros.

Fonte: Banco Central

JUSTIÇA FEDERAL CADASTRA CORRETORES DE IMÓVEIS

 abr 042012
 
A Justiça Federal no Rio abriu inscrições, em caráter permanente, para o credenciamento de corretores de imóveis para atuar na área de alienação de bens por iniciativa particular, no âmbito da Seção Judiciária. O diretor do foro, o juiz Marcelo Leonardo Tavares, explicou que este é o primeiro credenciamento do gênero feito pela Justiça no país.
Ele é previsto no Código de Processo Civil e foi instituído pela Lei 11.382, cujo Artigo 685C prevê a possibilidade de alienação de bens pelo particular ou por um corretor por ele contratado. “Só que esse corretor tem que ser credenciado no órgão da Justiça”, explicou o juiz.
Ele esclareceu que a aprovação dos corretores que participam do credenciamento obedece a três critérios: habilitação profissional, experiência e idoneidade. “Nós fazemos três verificações em relação ao corretor. A primeira envolve a questão técnica e a inscrição no órgão de controle profissional, que é o Conselho Regional de Corretores (Creci). A segunda é a experiência profissional. Ele tem que trazer uma certidão de que exerce a atividade há mais de cinco anos. A certidão também é emitida pelo Creci”.
O corretor que deseja atuar na esfera da Justiça Federal tem que comprovar ainda a idoneidade. “Ele tem que apresentar uma certidão negativa de distribuição civil, criminal e trabalhista”. As inscrições podem ser feitas na direção do foro da capital ou nas subseções judiciárias do interior. Isso evita que ele tenha que se deslocar até a capital fluminense para levar a documentação, explicou Tavares.
Os corretores aprovados vão atuar em processos que exijam a alienação de algum bem imobiliário. “O credor convidará o corretor para fazer a venda. Esse corretor já estará habilitado na Justiça e ficará encarregado de fazer a alienação do bem, de acordo com os critérios da Resolução 160 do Conselho de Justiça Federal”.
Para o juiz, a medida reconhece a importância dos profissionais que fazem intermediação imobiliária. “É um voto de confiança profissional que a Justiça deposita no trabalho deles. E acho que nem tem por que ser diferente. Temos que confiar no trabalho desses profissionais”. Tavares acredita que o credenciamento poderá agilizar as ações.
O diretor lembrou que o edital prevê também o descadastramento. O cancelamento do cadastramento pode ser pedido pelo próprio corretor, se não desejar mais participar da atividade, ou por juízes. “A partir de três reclamações de pelo menos dois juízes ou partes diferentes, a administração do foro fará o descadastramento”. Ele disse que essa é uma maneira de estabelecer o controle da qualidade técnica do trabalho
De acordo com o presidente do Creci-RJ, Casimiro Vale, o credenciamento na Justiça Federal é uma luta antiga da categoria. Para ele, os profissionais amadureceram e estão preparados para isso. “Nós temos, inclusive, gente que faz o curso de avaliação, além do curso de corretor de imóveis. Eles são inscritos no Cadastro Nacional de Avaliadores Imobiliários (Cnai). A gente tem trabalhado para valorizar o profissional e levar conhecimento a ele, acrescentou.

BANCO DO BRASIL E AS AVALIAÇÕES

 mar 282010
 
A superintendência do Banco do Brasil em Mato Grosso do Sul encaminhou à diretoria nacional da instituição solicitação do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis da 14ª Região (Creci-MS) para que as avaliações de imóveis em processos de financiamento sejam feitas por corretores de imóveis.
O presidente do Creci-MS, Eduardo Francisco Castro, recebeu o superintendente da instituição no Estado, Ricardo Lot, no fim de fevereiro, quando apresentou a demanda.
Durante palestra no dia 23 de março, terça-feira, o analista do BB, Flávio José Santos de Almeida, confirmou o encaminhamento do pedido. A resposta ainda é aguardada. Eduardo Castro lembrou que o corretor de imóveis é profissional habilitado para fazer tais avaliações, porque sua formação contempla o conhecimento do mercado imobiliário.
Durante a palestra, Flávio apresentou os números alcançados pelo Banco do Brasil em 2009, quando começou a operar no SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e destacou que a meta para este ano, em âmbito nacional, é dobrar o volume liberado.
Balanço do SFH – Em Mato Grosso do Sul foram R$ 10.612.000 financiados através da instituição, o que corresponde a 119% da meta estipulada para o exercício. Flávio apresentou as condições oferecidas pela instituição, como taxas de juros, prazo de financiamento e explicou o trâmite, ponto bastante debatido durante o evento.